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Pri Tavares

Pri Tavares – Diretora Circense / Artista / Professora

Existia uma garotinha de 8 anos que amava artes.

Fez curso de flauta doce e chegou a iniciar a contralto, uma flauta maior e mais grave, mas viu que não era o que queria. Até tentou tocar violão, mas a música nunca foi o seu forte.

Aventurou-se pelo mundo das artes plásticas, fazendo pintura em tecido, telas e vidros. Estava muito feliz assim. Se entregou a essa vida até os 16 anos, quando o mundo cruel jogava ao seu colo a responsabilidade de crescer e se profissionalizar.

Seu pai se formou em Direito, sua irmã em Jornalismo, sua única paixão até então não era reconhecida pelo universo como a que melhor trazia benefícios e segurança financeira. Desesperada em ter uma vida estável e com um mínimo de conforto, adjetivos impostos pelo pai, descobriu a informática que, com os avanços da tecnologia, estava virando um BUM e sendo a pupila dos olhos de muita gente que queria garantir um futuro promissor. Optou pela faculdade de Análise de Sistemas.

Já no terceiro ano do curso, aquela garotinha, que nessa altura do campeonato da vida já não era tão garotinha assim, se deparou com uma terrível questão: “Meu Deus, o que estou fazendo aqui?”

Por estar tão perto da conclusão do curso, guardou essa pergunta para si no fundo do coração, em um cantinho que só ela poderia achar e seguiu em frente.

Formada, ela passou por empresas muito promissoras, entre elas a HP do Brasil, BankBoston, Itaú Personnalité e CitiBank, enchendo de orgulho e felicidade a família, e conseguindo algumas conquistas, inclusive o atual marido.  Mas algo gritava em sua alma, e nada conseguia acalmá-la.

Procurou satisfação em algumas atividades físicas, como musculação, natação e ginástica, mas, ainda assim, era como se algo ainda lhe faltasse. Até que um dia, sua irmã, que é cheia de filosofia e poesia, a levou a um show nada convencional, todo especial, cheio de rimas, fantasias e magia. Foi naquela apresentação da banda “O Teatro Mágico”, com uma frase ecoando na mente “Só enquanto eu respirar, vou me lembrar de você…”, vendo todas aquelas piruetas, contorções e acrobacias, que a garotinha de 8 anos voltou ao pensamento daquela mulher que já a havia esquecido depois de tantas planilhas, reuniões e metas mensais. E de uma forma tão surpreendente a fez chorar no mesmo instante. Seu pensamento foi um só: “É isso que quero fazer só enquanto eu respirar”.

Imediatamente procurei por uma escola de circo e me matriculei, depois de 3 anos, ganhei do meu marido a chance de ter a Plantando Alegria, minha própria escola de circo.

Hoje, depois de 10 anos, levo a vontade de voar, de se superar, de sorrir e transformar vidas de adultos e crianças.

A cada sorriso de satisfação, paixão compartilhada e limites superados através das minhas aulas de circo pelos meus alunos tenho a confirmação de que meu caminho é esse e não quero sair dele por nada nesse mundo. Faço o que amo e amo o que faço.

Por isso que digo, não deixe de seguir seu sonho, por mais louco que ele pareça ser.

Agarre uma oportunidade, lute, não desiste que um dia você olhará para trás e verá que tudo valeu a pena.

Pri Tavares

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Lello Coelho

Lello Coelho – Diretor Circense / Artista / Professor

Um garoto nasceu e logo com 8 anos de idade teve sérios problemas de saúde. Enfrentou nessa idade o terror que todo o ser humano mais teme. Foi diagnosticado com câncer entre o coração e o pulmão, através de um exame de rotina para a prática de atividades físicas que a escola exigia.

Prática essa que ele adorava e não queria faltar. Graças a sua pediatra, Dra. Gladys Dabbur, uma excelente profissional que suspeitou através de um exame de raio-x e uma escuta toráxica que algo não estava bem. E foi graças a ela e a sua suspeita que o tratamento foi possível, pois foi diagnosticado no começo da doença.

Ele enfrentou a cirurgia e a quimioterapia. Sua vontade de viver era tanta que ele jamais pensou em se entregar. Sua pediatra sempre o orientou a ter a melhor saúde possível e sua mãe ficava 24 horas em cima cuidando como se fosse a coisa mais preciosa do mundo. Uma das coisas que ele mais gostava era de exercícios físicos. E depois dessa grave doença passou até a ser recomendação médica!

Juntando o útil ao agradável, e ainda para uma criança hiperativa, passou por vários esportes. Na escola não faltava a aula de educação física. Fora dela fazia aulas de violão clássico, adorava por sinal mas não era bem isso a sua primeira paixão. Fez também Teatro no Macunaíma, no qual se encantou inicialmente pela arte!

Entrou na academia e começou a fazer natação. Se desenvolveu tão bem que fez parte da equipe de competição de natação. Participou de vários campeonatos e recebeu algumas medalhas. Depois começou a participar de travessias em lagos, represas e mares. Logo sua paixão por corrida começou também a se demonstrar presente. Assim apostando em seu desenvolvimento, seu treinador Hilton Lopes o inscreveu em vários campeonatos de Duathlons e corridas. Também recebeu algumas medalhas e seu treinador acreditou que era hora de dar o próximo passo: Bike. Quando começou a participar de Triathlons teve que parar seus treinos.

Devida a alta radiação recebida pelo seu corpo havia picos de baixa resistência que era onde ele pegava outras doenças, não tão graves quanto mas muito próximas mesmo. Até tentou voltar a treinar depois e continuar a ser um triatleta, mas então a vida o cobrava por uma profissão. Como atletas no Brasil não possui tanto apoio assim, optou por fazer colegial técnico em Processamento de Dados. Logo começou a trabalhar com TI em empresas conceituadas como HP, Microsoft entre outras. Em paralelo começou a fazer um esporte pouco difundido no Brasil: o Hóquei sobre patins tradicionais. Se apaixonou pelo esporte e participou de vários campeonatos pela equipe de hóquei do Banco do Brasil. Quando estava prestes a se federar, a baixa resistência atacou novamente e mais uma doença grave o atacou afastando-o novamente do esporte. neste meio tempo ele já havia finalizado o colegial técnico e resolveu persistir no sonho do esporte, e fazer faculdade de educação física.

Cursou FMU por 2 anos, mas esta área é muito ingrata também. Para receber o salário que tinha, trabalhando como TI por 6 horas/dia 5 dias por semana, ele tinha que trabalhar por 12 horas/dia 7 dias na semana como professor de natação. E a vida já cobrava sua independência.

Foi então que resolveu, com muita dor no coração trancar a faculdade de educação física e voltar a trabalhar com TI. Passou no concurso do Banco do Brasil e trabalhou como bancário por alguns anos. Fez e se graduou posteriormente em Administração de Redes de Computadores recebendo seu diploma de Bacharel. Saiu do Banco do Brasil após uma quadrilha assaltar a agencia onde trabalhava pois viu que o risco não valia a sua vida, e foi conhecer um pouco o mundo.

Ao voltar, inspirado em sua mãe, empresária e sócia proprietária junto com sua irmã mais nova, de uma escola de educação infantil e seu pai, analista de sistemas, hoje aposentado, criou a empresa Goutech IT Solutions. Ele sabia que iria enfrentar altos e baixos novamente, mas gostou e entendeu como manter empresas e clientes observando os passos da sua irmã mais velha que é gerente de contas de renomadas empresas.

Em paralelo se encantou novamente por outra área pouco conhecida aqui no Brasil que é o Circo. Através de sua esposa que já fazia a algum tempo e estava realizada e apaixonada pela arte. Se profissionalizou e desta vez a baixa resistência e as doenças não o impediram!

Resolveu criar a Plantando Alegria Escola de Circo e Produções e a presentear sua esposa em seu aniversário.

Juntos administram com sucesso essa empresa que leva a paixão do circo as pessoas.

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